A cantora e compositora Liz James, que mora em Londrina, conhecida no universo literário como Elizian Aeon, lança seu primeiro livro autoral, In the Aether: A life in lyrics (em português "No Eter"). Disponível exclusivamente em formato digital, a obra reúne letras de músicas, poemas e escritos em fluxo de consciência produzidos ao longo de sete anos, um período que ela define como uma "dark night of the soul", ou seja, uma travessia longa e exigente que virou matéria-prima para arte. Liz James se apresenta ao vivo desde 2002 e lança faixas indie pop-rock em todas as plataformas de streaming.In the Aether, porém, não é um projeto musical, diz respeito a uma jornada que começou muito antes do palco. A sinopse de In the Aether tem um peso autobiográfico, envolvendo fatos como uma cardiopatia congênita na infância com prognóstico sombrio, a maternidade conquistada contra probabilidades médicas e os ciclos de transformação que vieram depois. O conteúdo foi organizado em cinco partes que a autora chama de "ciclos transformadores": A Iniciação do Farol, Das Nuvens ao Tarô, Além do Véu, Guardiões e Rebeldes e The Heart Electric. Cada ciclo corresponde a uma fase real da vida de Liz e carrega símbolos do tarô, referências a forças elementais e frequências que ela descreve como canalizadas. O resultado é uma obra híbrida entre memória, poesia espiritual e manifesto pessoal. "Eu nunca pretendi que isso virasse um livro", conta Liz James. "Fui guiada a juntar tudo como parte da minha jornada de cura, para me lembrar o quanto eu havia avançado e também para ajudar outros que possam precisar de um espelho." Liz James é de Birmingham (Inglaterra), mora em Londrina há 17 anos, escreve e cria sob o nome artístico Elizian Aeon. Enquanto Liz James é a performer do indie pop-rock, Elizian Aeon é o espaço onde ela trabalha "um estilo mais espiritual e filosófico". Além de In the Aether, ela publicou sete comédias românticas sapphic sob o pseudônimo Bet Milner e está em meio a dois projetos de fantasia e ficção científica iniciados há seis anos. "Sou cantora-compositora, artista solo, poeta, musicista, canal, autora indie, mentora e uma autoproclamada guerreira da luz, com playlist pesada e zero filtro quando a batida cai", ela se define. O processo de escrita do livro foi descrito pela própria Liz como "bonito, mas intenso". Reunir letras e poemas produzidos em momentos tão diferentes exigiu um trabalho de edição quase arqueológico. "Organizar tudo num todo coeso foi como montar um quebra-cabeça mágico: às vezes frustrante, mas no final super gratificante", diz. "Quis que o leitor sentisse a energia crua, ao mesmo tempo leve e transformadora que coloco tanto na música quanto na escrita." A relação de Liz James com a leitura antecede a música e a escrita criativa. Foi sua avó quem deu a ela o primeiro diário, com a instrução de escrever tudo que não conseguia dizer em voz alta. Era uma criança de oito anos, sensível, que já acordava no meio da noite com músicas e histórias na cabeça e corria para anotar no escuro. "Mantinha um caderno e canetas ao lado da cama, porque frequentemente acordava de estados de sonho com músicas e histórias girando na cabeça", conta. "No dia seguinte, acordava com uma página cheia de rabiscos quase indecifráveis que precisava decifrar." Seu pai a ensinou a usar o dicionário de sinônimos junto com qualquer leitura. "Rapidamente o thesaurus se tornou meu livro favorito de todos os tempos", ela lembra. A família achava que a cabeça nas nuvens era problema. Ela nunca desceu das alturas e garante que não pretende fazê-lo. Hoje, seus gêneros preferidos são poesia, espiritualidade com viés místico, fantasia e ficção científica. "Gosto de livros que misturam profundidade emocional com leveza, que me fazem refletir, rir ou sonhar acordada. Autores que falam direto com a alma, que misturam o sagrado com o cotidiano, são meus favoritos." Para quem quiser entrar na cabeça de Elizian Aeon antes de mergulhar em In the Aether, ela indica: To Kill a Mockingbird — Harper Lee ("falou com algo profundo dentro de mim que eu não conseguia explicar sobre por que o mundo parecia estranho") Charlotte's Web — E.B. White (favorito da infância) A Little Princess — Frances Hodgson Burnett ("fazia minha família ler para mim quase todas as noites por anos") A Christmas Carol — Charles Dickens ("tenho o original do Reino Unido — mas agora está com meu irmão, nós brigamos por livros especiais depois da morte do nosso pai") 1984 — George Orwell (lido pela primeira vez aos 11 anos) Brave New World — Aldous Huxley ("chocante e difícil de ler, mas recomendo que todo mundo leia pelo menos uma vez") The Hitchhiker's Guide to the Galaxy — Douglas Adams ("basicamente minha personalidade em formato de livro. É meu favorito de todos os tempos. So long, and thanks for all the fish!") Um livro com pitadas autobiográficas
Quem é Elizian Aeon
Liz James e sua história com a leitura
Os livros preferidos